“Não vou mais à igreja!”; “Estou dando um tempo porque cansei de falsidade!”; “Por que preciso ir aos cultos se posso orar e adorar a Deus aqui mesmo, em minha casa?” Decisões e questionamentos como estes são cada vez mais comuns no segmento evangélico brasileiro. Nos últimos tempos, mais e mais crentes têm abandonado suas igrejas, insatisfeitas com o rumo de sua vida espiritual, com a liderança eclesiástica, com os irmãos na fé, com a falta de estacionamento no templo e até mesmo com a precariedade do departamento infantil. Motivos não faltam, sejam razoáveis ou não; mas o fato é que a quantidade de “desigrejados” – é, já existe até um termo para defini-los – não para de crescer. Eles não são, exatamente, crentes desviados, que abandonaram a fé e caíram no mundo. Mas o caminho que escolheram, longe da comunhão, é arriscado, e mesmo que não os leve a deixar o Evangelho, certamente vai privá-los de muitas bênçãos que ainda acontecem na boa e velha igreja. E o pior é que correm o risco de ficar exatamente como mostra a imagem da capa: fósforos apagados.
O Autor:
Nascido em 1952, Israel Belo de Azevedo construiu uma sólida carreira acadêmica e ministerial. Desde 1999, Israel é pastor da Igreja Batista Itacuruçá, no bairro carioca da Tijuca. Foi professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, onde atualmente leciona e ocupa o cargo de diretor geral. Trabalhou na ONG cristã Visão Mundial; na Universidade Metodista de Piracicaba, onde foi professor e editor de livros e revistas científicas e na Universidade Gama Filho, onde foi professor e diretor do curso de comunicação e vice-reitor acadêmico.




